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A bolha do crescimento econômico brasileiro (2012)

A bolha do crescimento econômico brasileiro começa a apresentar sinais de esgotamento. No início do ano a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era de 4%. Ontem (13 de setembro) o índice foi reduzido para a metade pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega. Aqui estão alguns pontos que gostaria de destacar sobre esse assunto.

1) A nova classe média brasileira (Classe C) aumentou sua renda. Ela tem apenas capacidade de consumo e não investe em educação. Ela prioriza os bens de consumo. A sua qualificação profissional é extremamente deficitária.

2) As políticas públicas não priorizam a qualidade da educação. Sem mão-de-obra qualificada o crescimento econômico não se sustenta.

3) O crescimento econômico brasileiro está sendo sustentado pelo endividamento da Classe C. A população brasileira nunca esteve tão endividada. Quem se aventurar em abrir uma consultoria especializada em "orçamento doméstico e redução de dívidas" tende a ganhar muito dinheiro. Existe toda uma cadeia "produtiva" sustentada pelo endividamento do brasileiro.

4) O governo brasileiro só está reduzindo os impostos para manter o consumo aquecido (e, consequentemente, o endividamento da população).

5) O cenário já está definido. Quando a bolha estourar haverá desemprego. Como efeito a Classe C não conseguirá pagar suas dívidas. A economia vai entrar em recessão. Sem capital humano de qualidade uma crise econômica persistirá por alguns anos.

Não precisa ser analista do Banco Central para perceber o que está acontecendo. Não se pode manter o crescimento da economia sem qualidade de capital humano. É um tiro no próprio pé. Em breve a bolha vai estourar.