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Crise no mercado imobiliário dos EUA

A charge faz referência ao estouro da bolha imobiliária nos EUA em 2007. Para o mercado financeiro mundial a casa caiu, literalmente falando.

Um tsunami varreu a economia mundial a partir do final do ano 2007. A razão foi uma crise financeira que estourou no mercado imobiliário dos EUA. Neste país o crédito facilitado permitiu que inúmeros indivíduos tomassem dinheiro emprestado para comprar imóveis, algo semelhante a aquisição da casa própria aqui no Brasil. Acontece que o dinheiro foi utilizado para finalidades diferentes, tais como compra de automóveis, compra de ações na bolsa de valores, abertura de pequenas empresas, etc. Enfim, o recurso não foi utilizado para a compra dos imóveis. O dinheiro acabou e os devedores não pagaram os bancos. Estes por sua vez acionaram as empresas de hipoteca para tomar as casas dos devedores. Entretanto, não haviam casas para serem hipotecadas, pois o dinheiro do empréstimo não foi utilizado para esta finalidade. Resultado: quebradeira dos bancos e das empresas de hipoteca. Em tempos de economia globalizada a crise se espalhou rapidamente pelo mundo, fazendo bilhões de dólares e de euros se dissolverem da noite para o dia como se fossem pó.

 

A ANÁLISE DO PROCESSO

Lula e a marolinha durante a Crise econômica de 2008

Naquele momento o presidente Lula afirmou que a tsunami que atingia o mundo não passaria de uma simples marolinha aqui no Brasil. De fato, em 2008, os resultados da crise em nosso país foram quase imperceptíveis para a maioria da população. Acontece que crises econômicas são como icebergs. No momento em que elas acontecem só visualizamos os efeitos do momento. Na verdade, os problemas são muito mais profundos e demandam tempo para a sua devida compreensão. Quase 4 anos depois a situação é bem diferente. Se no início de 2012 a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era de 7% essa taxa foi revista para apenas 1,5% em setembro. Ou seja, crescimento da economia próximo de zero, às custas de facilitação de crédito, estímulo desenfreado ao consumo e endividamento da população brasileira. 2013 promete ser ainda mais complicado. Sugestão para o próximo ano: não faça dívidas, pois os dados do Banco Central sinalizam um aumento do desemprego e redução da atividade econômica em nosso país.