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Salve galera! Eu sou o Jener Cristiano do canal Historiação Humanas e você está assistindo a aula número 5 sobre o Primeiro Reinado, a primeira fase da História do Brasil Império.

Na aula de hoje nós vamos falar sobre a crise econômica do Primeiro Reinado, período compreendido entre 1822 e 1831.

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Quando o Brasil se tornou um país independente já nasceu vivenciando uma grave crise econômica. Está crise foi um forte fator limitador para o desenvolvimento e para os investimentos que eram prioritários naquele momento.

Aqui nós temos uma observação importante. Preste atenção.

Conforme já vimos anteriormente, a independência econômica do Brasil não veio acompanhada da independência política.  Em outras palavras. Se do ponto de vista político o Brasil podia fazer o que quisesse de sua vida, o mesmo não acontecia com a sua vida econômica. Durante todo a fase do Império (1822-1889) o Brasil se manteve como um país agroexportador, latifundiário e dependente do trabalho escravo. Logo nos primeiros anos do Primeiro Reinado ocorreu a queda no preço do açúcar e do algodão no mercado internacional por causa da concorrência com outros países. Ou seja, tinha menos dinheiro entrando em nosso país em virtude da queda das exportações. Além disso, ocorreram elevados gastos na Guerra da Cisplatina (1825-1828). Guerra custa caro galera. Você tem que contratar mercenários, comprar armas, munições, alimentar e transportar centenas, milhares de soldados de um lado para o outro e isto custa muito dinheiro. Esta guerra envolveu a disputa entre Brasil e Argentina pelo domínio da Cisplatina (território onde hoje fica o Uruguai). O Brasil recorreu a muitos empréstimos internacionais para contratar mercenários para defender seus interesses no conflito. O Brasil foi derrotado e a guerra terminou com a independência do Uruguai, frustrando os interesses de argentinos e brasileiros em relação ao domínio daquele território.

No ano de 1825 aconteceu um pagamento a Portugal no valor de 2 milhões de libras esterlinas, a título de indenização pelo reconhecimento de nossa independência. Obviamente o Brasil não tinha o dinheiro necessário para fazer este pagamento e então recorreu novamente aos empréstimos concedidos pela Inglaterra. Aproveitando-se da situação os ingleses negociaram em 1827 a renovação dos Tratados de 1810 por mais 15 anos. Isso quer dizer que até o ano de 1842 a Inglaterra pagaria apenas 15% de tarifas alfandegárias para entrar com seus produtos do Brasil. Dessa forma o Brasil perdeu dinheiro com a arrecadação de impostos, foi obrigado a observar a continuidade do domínio britânico sobre o nosso mercado interno; e ainda viu inúmeras manufaturas brasileiras desaparecerem por não suportarem a concorrência com os produtos ingleses.

Atenção! Cabe mais uma observação importante sobre a renovação dos Tratados de 1810. Dom Pedro comprometeu-se junto aos ingleses a pôr fim ao tráfico internacional de escravos, ação que ia contra os interesses dos latifundiários. Mas, na verdade D. Pedro I nunca cumpriu essa promessa. E para completar o pacote da crise econômica aconteceu em 1829 a falência do Banco do Brasil. Em 1821, quando Dom João voltou para Portugal ele havia esvaziado os cofres do banco. A falta de recursos em um momento de tantos gastos decretou a quebra do Banco do Brasil no final da década de 1820.

Em nossa próxima aula vamos analisar um dos maiores conflitos do Primeiro Reinado: a Confederação do Equador.

Desde já o nosso muito obrigado!

 Um forte abraço galera e até a nossa próxima aula!!!